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Blog - Integração Digital

19
set

Estereótipos na publicidade brasileira

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Estereótipos na publicidade brasileira

Estereótipos na publicidade brasileira, este é um tema que tem gerado bastante repercussão. Então,  já parou para pensar como o brasileiro é representado em campanhas publicitárias? Mulher é o sexo frágil. Gay é exagerado. Homem é um exemplo de força e virilidade. Negro é a única raça. Asiático é dotado de uma inteligência quase mística. 

Com o intuito de acabar com esses padrões irreais, a agência de consultoria criativa 65|10, em parceria com o Facebook, lançou um estudo recente que apresenta os 38 estereótipos mais usados na publicidade nacional. Intitulado de “Dados, Diversidade e Representação”, a pesquisa tem por objetivo ajudar o mercado a detectar estereótipos em suas campanhas. 

 

Os principais Estereótipos na Publicidade Brasileira

“Estereótipo são as histórias únicas que contamos sobre algo ou alguém. Não são sempre mentiras, mas são representações limitadas, preconceituosas e rasas.” Assim o estudo definiu os estereótipos na publicidade brasileira. Os mais usados ele dividiu em cinco categorias: 

 

#1. Gênero

“Meninos usam azul e meninas usam rosa!” Essa afirmação é fruta de uma pergunta simples, porém capaz de definir papéis na publicidade: é menino ou menina? Sempre que apegado ao gênero, é comum do ser humano fazer associações no universo das cores, roupas, brinquedos, profissões, atividades e por aí vai. 

Em suas campanhas, grande parte das marcas objetificam o corpo da mulher, dando ênfase aos seus atributos físicos e ditando o padrão estético perfeito. Quando não são exibidas como verdadeiros modelos de mães e esposas, negando sua essência como pessoa. Já o homem precisa sustentar a ideia de machão, representando o superpai, aquele que provê o sustento da família e manda bem na cama. 

 

#2. Raça

Raça não refere-se apenas a população negra! Branco e índio também são raças. Primeiro as marcas precisam entender isso, depois deixar de limitar o papel social que cada classe ocupa diante da população. O grande estereótipo na publicidade brasileira relacionado a raça encontra-se na representação de três povos: os ameríndios, negros e os asiáticos. 

Os ameríndios são vistos como preguiçosos ou inocentes demais. Os negros são submissos, raivosos e hiper sexualizados. Enquanto que os asiáticos são tidos como os seres perfeitos: os homens, dotados de uma inteligência superior e as mulheres, a representação única da beleza. 

 

#3. Corpos Dissidentes

Sabe-se que a publicidade faz de tudo para excluir o que não é considerado “perfeito”, de acordo com os padrões de beleza. Contudo, nem sempre é possível manter certos grupos fora, como pessoas com deficiência, acima do peso, transexuais e idosos. O problema está que são alvo de estereótipos! 

Um exemplo de superação, as pessoas com deficiência sabem driblar seus problemas e dar a volta por cima. Mulheres acima do peso são vistas como atrapalhadas (para os homens) e virgens e hiper femininas (para as mulheres). Já as transexuais não possuem sentimentos (quando homens) ou são femininas ao extremo (quando mulheres). Por fim, o público idoso é aquele ranzinza ou aventureiro. 

 

#4. Classe

Na hora de representar a população mais pobre, a publicidade brasileira pinta a classe C como quem só compra se estiver na promoção, quer a todo custo conquistar riquezas e possui um estilo visual duvidoso (não tem educação e nem sabe se comportar).

 

#5. Orientação Sexual

Corpos dissidentes é um dos estereótipos na publicidade brasileira que mais gera revolta. A comunidade LGBTQ+ vem sofrendo há tempos em campanhas publicitárias por simples ignorância (será?). Masculinizadas, as lésbicas são tidas como o “homem” da relação. Os gays, por sua vez, são os famosos afeminados e sempre prontos para ajudar as amigas com conselhos valiosos sobre relacionamentos, mesmo que liberais. Estes são responsáveis por atribuir humor a comunicação. 

 

A pesquisa também revelou que marcas livres de estereótipos em suas campanhas alcançam 90% da sua audiência, com um aumento de 9,2% nas vendas! Confira o estudo completo aqui e aproveite para validar suas campanhas publicitárias. 😉